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EDITORIAIS

Vencendo as Perseguições
19-Mai-2007

“Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios 15.57).

Fico impressionado em ver tanta perseguição que a Igreja de Cristo tem passado durante a sua história. Desde o estabelecimento da Igreja Primitiva até hoje, cristãos têm sido apedrejados, enforcados, queimados e mortos de maneira brutal por amor ao Evangelho. Esse tipo de perseguição deixou marcas profundas na vida dos seguidores de Cristo.

Hoje em dia, exceto nos locais onde ainda impera a falta de liberdade religiosa, a maior perseguição está voltada para o lado intelectual, emocional, moral e espiritual dos crentes. Esse tipo de perseguição procura destruir a Igreja na base. É uma perseguição que vem através da ausência de uma teologia séria, que serve de fundamento para a Igreja poder ser vitoriosa.

Gleen Wagner, escrevendo dentro do contexto norte-americano, mostra que “a igreja agora é movida por uma fenomenologia sociológica e psicológica, em vez de por imperativos e diretrizes das Escrituras” (Igreja S/A... São Paulo: Ed Vida, 2003, p. 64). Isso é muito sério! Quando deixamos de nos guiar pelas Escrituras, caímos no erro, somos ridicularizados. Por isso, creio que a Igreja de hoje precisa voltar urgentemente para a Escritura. É necessária uma nova reforma. Se Lutero pregou contra a venda das indulgências, nós temos que pregar contra a venda de “sermões”, “mensagens”, “orações”, “músicas” e de qualquer outro elemento, para não enganarmos os que nos procuram. Temos que vencer esse tipo de perseguição que ocorre dentro da Igreja. Fico imaginando quando Jesus chegou no meio daqueles que vendiam pombas e outros objetos dentro do templo. A reação d`Ele foi direta. A Bíblia diz: “Então Jesus entrou no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas” (Mt 21.12). Se todos contribuíssem com dízimos e ofertas, não precisaríamos vender qualquer objeto dentro da casa de Deus. Fazendo assim, nos defenderíamos contra a influência da sociedade de consumo sobre nós.

Outra perseguição comum aos nossos dias vem pelo relativismo moral. Parece que alguns crentes perderam o referencial moral que a Bíblia apresenta. Adolescentes e jovens, que têm um namoro voltado para o sensualismo, não perceberam ainda que esta é uma área onde a perseguição do inimigo é muito forte. Precisam atentar para aquilo que a Bíblia diz: “Alegra-te, mancebo, na tua mocidade, e anima-te o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que, por todas estas coisas, Deus te trará a juízo” (Ecl 11.9). Precisamos todos seguir a santificação. Sem ela, ninguém verá o Senhor (ver Heb 12.14). Para que a perseguição do relativismo moral não nos alcance, temos que abominar qualquer tipo de imoralidade que possa infiltrar-se no meio da Igreja. É bom observar que a mídia tem perseguido  todos nós e, de maneira muito direta, destruído os valores morais que as famílias possuíam. É hora de lutar contra esse inimigo.

Outro tipo de perseguição que acontece contra a Igreja de hoje é o relaxamento para com a obra de Deus. A Bíblia diz: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente, e maldito aquele que vedar do sangue a sua espada” (Jr 48.10). É triste, quando vemos que há pessoas que não dão qualquer importância à obra de Deus. Brincam com valores espirituais, tratam a Igreja como um clube social, colocam os trabalhos da Igreja em último lugar. Se há uma reunião paralela ao culto de adoração ao Senhor, preferem estar naquela e não na Igreja. Esquecem-se da recomendação da Palavra, que diz: “não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia” (Hb 10.25).

Que Deus nos encha de seu poder, a fim de que vençamos essas e quaisquer outras perseguições que surgirem contra a sua Igreja. Pois “em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8. 37).

Seu pastor e amigo,

J. Laurindo.

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