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EDITORIAIS

UMA IGREJA QUE EVANGELIZA
01-Junho-2008

Desde os primórdios da história do Cristianismo, a Igreja tem passado por diversas perseguições. Uma das maiores razões disso era a tentativa de impedir que a obra de evangelização prosseguisse. Todavia, os apóstolos e demais líderes não se acorvadaram. Foram em frente. Passaram por humilhações. Enfrentaram oposições. Uns foram degolados. Outros apedrejados. Outros linchados. E muitos crentes foram comidos pelas feras. Assim, quanto mais a Igreja procurava evangelizar, mais perseguida ela era.

Esse lado sombrio da história da Igreja Cristã não obstruiu a obra da evangelização. A pregação continuou. Os apóstolos, sem temer a qualquer inimigo, sentiam-se livres e desimpedidos para anunciar a Palavra aos perdidos (vide Atos 28.31). Esses são testemunhos históricos que marcam o ardor evangelístico da Igreja.

Quais são, atualmente, as características de uma Igreja que evangeliza?

1. Primeiramente, faz-se necessário definir o que é ser evangelista.

A expressão ''evangelho'' quer dizer ''boas novas''. Ser evangelista é anunciar as boas novas de Cristo ao mundo perdido. Esse é um dos principais objetivos ou propósitos de qualquer Igreja que se denomina cristã. Hoje temos vários modelos de funcionamento de Igreja no mundo. Apenas como exemplo, fala-se em Igreja ''com'', ''de'', 'ou ''por células'', ''Igreja com Propósitos'', ''Rede Ministerial'' e outras. A lista é interminável. Há aspectos tanto positivos quanto negativos em tais modelos. Um dos mais interessantes é a vontade de levar aos perdidos, ou aos ''sem igreja'', as boas novas de salvação. Modelos de igreja que excluem o evangelismo distanciam-se completamente da obra para a qual a Igreja foi formada. O Senhor ressurreto incumbiu Sua Igreja de evangelizar o mundo.

2. Em segundo lugar, vejamos o que a Igreja não é:

Igreja não é um clube social. Não é uma organização secular. Não é uma sociedade filantrópica. Não é uma empresa. Nem qualquer organização de cunho puramente humano. Ela é o Corpo de Cristo. Seus membros têm uma missão. Um alvo. Um objetivo. Um desafio. Isto é: evangelizar o mundo. Nesse sentido é que a experiência dos apóstolos serve como incentivo para os crentes deste século. Eles foram acusados de terem causado alvoroço em todo o mundo (ver Atos 17.6, NVI). Não é isso que acontece quando levamos a sério a obra da evangelização?

3. Em terceiro lugar, verifiquemos qual a prioridade da Igreja.

Uma Igreja que evangeliza precisa dar prioridade a essa obra. O que vemos nos orçamentos das igrejas é o inverso. A proclamação das boas novas de Cristo é deixada em último plano. A verba designada para evangelização é uma das menores ou em alguns casos inexistente. Uma Igreja que evangeliza não pode fazê-lo sem recursos humanos e financeiros. Será que não é tempo de revermos essa situação?

4. A expansão do reino de Deus

Uma Igreja que evangeliza promove a expansão do reino de Deus aqui na terra. Isso acontece cada vez que anunciamos o arrependimento. Essa é a exigência para a chegada do reino no mundo (Mateus 3.2). Os que jazem nas trevas, ou que perecem sem salvação, estão sob domínio do inimigo. Só evangelizando para Deus lhes tirar do poder das trevas e lhes transportar para o reino de Seu Filho (vide Colossenses 1.13). Essa deve ser a preocupação de uma Igreja que evangeliza.

Que cumpramos essa missão!

Para tanto, Deus nos abençoe.

Seu pastor e amigo,

J. Laurindo.

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