Uma das maiores necessidades dos membros da Igreja de
hoje é a purificação espiritual. Creio que nosso Senhor
Jesus está muito preocupado com os seus discípulos do
século 21. Eles não têm, em grande parte, se
comprometido com uma vida mais dedicada ao
Senhor. Levam a vida sem um compromisso real
com o Evangelho. Esquecem-se do desafio de Jesus,
que é: tomar cada dia a sua cruz e seguí-Lo (ver Mt
16.24).
Mas o problema que enfrentamos dentro de nossas
igrejas é que o mundo tem influenciado a vida de muitos
de seus membros e eles não têm sabido distinguir o
espiritual do carnal.
Por exemplo, há alguns que
praticam continuamente a prostituição, o adultério, a
cobiça, o sexo antes do casamento, a homossexualidade, o
ciúme, o uso de bebidas alcoólicas, o fumo, a calúnia, a
fofoca, ou o “disse-me-disse”, a maledicência, a
mentira, o não perdoar uns aos outros, a desobediência
aos mais velhos, a pirataria, a agiotagem, a corrupção,
o falar mal do próximo, o discriminar o outro irmão, a
não entrega dos dízimos e ofertas, o desrespeito para
com os líderes, o abandono da leitura da Palavra ou da
oração, o desinteresse pelo culto, o mau uso da
internet, principalmente na busca de sites
pornográficos, o uso de games imorais ou ligados ao
satanismo, o ocultismo, o adorar outros deuses, o
envolvimento com organizações pagãs, entre outros
pecados. Praticam as obras da carne e não vivem
segundo o fruto do Espírito (ver Gl 5.19ss).
O que é difícil de entender é como uma pessoa que tem
o seu nome no rol de membros continue praticando tais
coisas. Sabemos que essa situação só prejudica o
crescimento da Igreja. Se dependesse do testemunho
de tais pessoas, dificilmente alguém se
converteria.
Pior ainda, é ver alguns que se intitulam “pastores”,
que não dão prova de sua chamada e nem tampouco qualquer
resultado positivo para a expansão do reino de Deus.
Creio que é hora de nos arrependermos de todo o tipo
de pecado e voltarmos para Deus. Temos que permitir que
Ele mesmo purifique as nossas vidas. Doutra forma,
estaremos apenas praticando uma religiosidade
formal. Deus não quer isso. É necessário que
haja, enquanto é tempo, uma verdadeira conversão no
coração e mente de muitos que se dizem membros de
igreja. E, para toda a Igreja, a necessidade maior
é uma completa volta à santidade. Para que isso
aconteça, precisamos atentar para o propósito da obra de
Cristo. Ele “se deu a si mesmo por nós, para nos
remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo
todo seu, zeloso de boas obras” (Tt 2.14).
Só assim, poderemos ter um grande avivamento na
Igreja. Isso acontecerá, se permitirmos que Deus
purifique por completo as nossas vidas, realizando em
nós uma limpeza espiritual. Ele quer tirar todas as
mazelas e o pecado que suja o nosso ser. Se isso
acontecer, haverá arrependimento. Do contrário,
estaremos tentando enganar a nós mesmos.
Permitamos, então, que o Senhor faça essa obra em nós. O
desafio de Sua Palavra é que, perante Ele, “cheguemo-nos
com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo
o coração purificado da má consciência, e o corpo lavado
com água limpa” (Hb 10.22). Ou ainda, como diz
Tiago: “Chegai-vos para Deus, e ele se chegará para vós.
Limpai as mãos, pecadores; e, vós de espírito vacilante,
purificai os corações” (Cap 4.8). Que Deus tenha
misericórdia de nós!
Para tanto, que Ele mesmo nos abençoe.
Seu pastor e amigo,
J. Laurindo.