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EDITORIAIS

Por um Avivamento neste Século
02-Mar-2007

“Eu ouvi, Senhor, a tua fama, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos; faze que ela seja conhecida no meio dos anos; na ira, lembra-te da misericórdia” (Hab 3.2).

É impressionante ver como Deus tem agido na história. Toda vez que foi necessária Sua intervenção para corrigir o Seu povo, Ele atuou, produzindo um avivamento geral na vida de todos os seus filhos.  Foi assim no tempo dos profetas Habacuque, Joel e outros. O mesmo ocorreu no gênesis da Igreja Primitiva. Quando os apóstolos ficaram perplexos e temerosos, por terem que continuar a tarefa de anunciar o Evangelho ao mundo, o avivamento chegou até eles de forma inconfundível. O Senhor Jesus, agora ressurreto, assegurou-lhes: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49).

O Espírito Santo entra em cena, para preencher a lacuna deixada pela presença física de Jesus (vide Tolbert, M. In C. B. Broadman, v. 9, p. 223).  Aí então está garantido o avivamento. Os discípulos não iriam agir na carne.  Eles iriam testemunhar, sempre cheios do poder do Espírito. 

Houve outros momentos na história da Igreja, nos quais o avivamento espiritual foi notório.  O ano de 1904, por exemplo, foi marcado por um grande mover de Deus no meio do povo Galês.  Muitas, mas muitas pessoas mesmo, foram atingidas pelo poder do alto e se converteram a Jesus.  A história registra que, em decorrência da manifestação do Espírito na vida dos crentes, só num período de cinco semanas, vinte mil pessoas se entregaram a Cristo (vide O. Smith, Paixão Pelas Almas, p.11-12). Pergunto a mim mesmo se poderia isso acontecer ainda hoje em dia.  Creio que sim.  Basta que os crentes se submetam à vontade de Deus e abandonem por completo todo o tipo de pecado.  Mas, que pecado? Oswald J. Smith adverte:

(1) Tenho perdoado a todos?
(2) Fico irado?
(3) Há algum resquício de inveja em mim?
(4) Perco a paciência e fico irritado?
(5) Sinto-me ofendido com facilidade?
(6) Há algum orgulho no meu coração?
(7) Tenho sido desonesto?
(8) Tenho sido bisbilhoteiro?
(9) Critico os outros sem amor?
(10) Roubo a Deus? Tenho-lhe sonegado o dízimo?
(11) Sou mundano?
(12) Tenho furtado?
(13) Cultivo uma cultura de amargura contra os outros?
(14) Minha conduta é inconveniente?
(15) Tenho enganado  alguém e deixado de fazer restituição?...
(16) Mostro-me preocupado ou ansioso?...
(17) Tenho sido culpado de pensamentos sensuais?
(18) Sou veraz no que digo?
(19) Sou culpado do pecado da incredulidade?
(20) Tenho cometido o pecado da negligência na oração?
(21) Estou negligenciando a Palavra de Deus?
(22) Tenho deixado de confessar a Cristo abertamente?
(23) Sinto a responsabilidade pela salvação das almas? Tenho amor pelas almas perdidas?
(24) Perdi o meu primeiro amor, e não me sinto mais aquecido pelo fogo de Deus? (Paixão Pelas Almas, p. 65-67).

Que nos arrependamos de qualquer desses e de outros pecados e permitamos que Deus opere um grande aviamento espiritual entre nós.  Assim fazendo, ganharemos muitas almas para Jesus.

Para tanto, que Ele tenha misericórdia de nós.

Seu pastor e amigo,

J. Laurindo.

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