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EDITORIAIS

Pescando em Alto e Além Mar
09-Mar-2007

A Campanha de Missões Mundiais, neste ano, vem associada ao nosso projeto de Evangelização e Discipulado, chamado Pesca Maravilhosa.  Enquanto cumprimos a ordem de Jesus de pescar aqui, nossos missionários pescam em alto e além mar. Tanto aqui quanto lá, faz-se necessário levar a mensagem de luz e salvação para todos os perdidos.  Ouvimos, no domingo passado, o testemunho do Pr. Antônio Galvão, mostrando-nos as maravilhas que Deus tem feito no mundo.  Missionários de todas as faixas etárias têm ido ao campos estrangeiros, para falarem de Jesus.  Esse é um grande desafio. Por quê?

1) Adaptação à cultura local

Essa é uma tarefa difícil para quem vai para o outro país.  Tudo é diferente. O alimento, a roupa, a religião, a economia, o sistema de saúde, as diversões e outros.  O missionário não pode transportar a sua própria cultura para onde vai.  Os que fizeram isso no passado foram criticados.  Por exemplo, querer começar uma nova igreja com o mesmo estilo de templo, de cultos, de instrumentos, como órgãos ou pianos, com estrutura de departamentos ou qualquer outro elemento de sua igreja de origem, nem sempre funciona. É preciso que haja uma adaptação dos métodos à realidade local.  Na verdade, o que é mais importante para o missionário é apresentar Cristo como o Salvador. Essa mensagem não pode ser alterada. As etapas de implantação e crescimento do trabalho seguirão dentro dos planos de Deus.

2) Porque o missionário precisa aprender outra língua

Não há melhor maneira de se comunicar com pessoas de outro país, senão através de sua própria língua.  Aquele que se dispõe a ir ao campo missionário precisa estudar e conhecer a língua do país onde vai atuar, a fim de comunicar de melhor forma a mensagem do Evangelho. Isso demanda tempo, dedicação, muita leitura e investimento intelectual.  O estrangeiro gosta, quando o missionário é capaz de falar com ele, utilizando sua própria língua. 

3) Porque o missionário não tem sustento próprio

Essa é outra área importantíssima de missões.  Cada pessoa que se candidata a ir ao campo missionário deixa sua profissão, sua casa, e vai trabalhar na causa do Mestre, contando com o sustento que a Igreja de origem vai lhe mandar.  Ele confia nas promessas de Deus e segue a orientação deixada por Jesus: “Não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre, em vossos cintos; nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de alparcas, nem de bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento” (Mateus 10.9,10).  Se para o missionário é um desafio viver assim, para a Igreja é mais que um privilégio poder sustentá-lo financeiramente.  Quando ofertamos para missões, levamos um pedacinho de nós mesmos ao campo missionário.

4) Porque o missionário depende das orações dos que ficam na retaguarda

É dever da Igreja rogar a Deus por mais obreiros, e é também dever orar por aqueles que estão nos campos.  Não há nada mais confortador para os missionários do que saber que seus irmãos e irmãs em Cristo estão orando dia-a-dia por eles. Quando uma igreja ora pelos missionários, ela está se aproximando mais e mais dos propósitos de Deus.  É bom que tenhamos os nomes dos missionários escritos em nossas agendas, para que oremos por eles em casa, na trabalho, na Igreja, etc.

Que Deus abençoe os que um dia atenderam ao chamado de Jesus: “Vinde após mim, e eu farei que vos torneis pescadores de homens” (Mc 1.17).

Seu pastor e amigo,

J. Laurindo.

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