A Campanha de Missões Mundiais, neste ano, vem
associada ao nosso projeto de Evangelização e
Discipulado, chamado Pesca Maravilhosa. Enquanto
cumprimos a ordem de Jesus de pescar aqui, nossos
missionários pescam em alto e além mar. Tanto aqui
quanto lá, faz-se necessário levar a mensagem de luz e
salvação para todos os perdidos. Ouvimos, no
domingo passado, o testemunho do Pr. Antônio Galvão,
mostrando-nos as maravilhas que Deus tem feito no
mundo. Missionários de todas as faixas etárias têm
ido ao campos estrangeiros, para falarem de Jesus.
Esse é um grande desafio. Por quê?
Essa é uma tarefa difícil para quem vai para o outro
país. Tudo é diferente. O alimento, a roupa, a
religião, a economia, o sistema de saúde, as diversões e
outros. O missionário não pode transportar a sua
própria cultura para onde vai. Os que fizeram isso
no passado foram criticados. Por exemplo, querer
começar uma nova igreja com o mesmo estilo de templo, de
cultos, de instrumentos, como órgãos ou pianos, com
estrutura de departamentos ou qualquer outro elemento de
sua igreja de origem, nem sempre funciona. É preciso que
haja uma adaptação dos métodos à realidade local.
Na verdade, o que é mais importante para o missionário é
apresentar Cristo como o Salvador. Essa mensagem não
pode ser alterada. As etapas de implantação e
crescimento do trabalho seguirão dentro dos planos de
Deus.
2) Porque o missionário precisa aprender
outra língua
Não há melhor maneira de se comunicar com pessoas de
outro país, senão através de sua própria língua.
Aquele que se dispõe a ir ao campo missionário precisa
estudar e conhecer a língua do país onde vai atuar, a
fim de comunicar de melhor forma a mensagem do
Evangelho. Isso demanda tempo, dedicação, muita leitura
e investimento intelectual. O estrangeiro gosta,
quando o missionário é capaz de falar com ele,
utilizando sua própria língua.
3) Porque o missionário não tem sustento
próprio
Essa é outra área importantíssima de missões.
Cada pessoa que se candidata a ir ao campo missionário
deixa sua profissão, sua casa, e vai trabalhar na causa
do Mestre, contando com o sustento que a Igreja de
origem vai lhe mandar. Ele confia nas promessas de
Deus e segue a orientação deixada por Jesus: “Não vos
provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre, em vossos
cintos; nem de alforje para o caminho, nem de duas
túnicas, nem de alparcas, nem de bordão; porque digno é
o trabalhador do seu alimento” (Mateus 10.9,10).
Se para o missionário é um desafio viver assim, para a
Igreja é mais que um privilégio poder sustentá-lo
financeiramente. Quando ofertamos para missões,
levamos um pedacinho de nós mesmos ao campo
missionário.
4) Porque o missionário depende das orações
dos que ficam na retaguarda
É dever da Igreja rogar a Deus por mais obreiros, e é
também dever orar por aqueles que estão nos
campos. Não há nada mais confortador para os
missionários do que saber que seus irmãos e irmãs em
Cristo estão orando dia-a-dia por eles. Quando uma
igreja ora pelos missionários, ela está se aproximando
mais e mais dos propósitos de Deus. É bom que
tenhamos os nomes dos missionários escritos em nossas
agendas, para que oremos por eles em casa, na trabalho,
na Igreja, etc.
Que Deus abençoe os que um dia atenderam ao chamado
de Jesus: “Vinde após mim, e eu farei que vos torneis
pescadores de homens” (Mc 1.17).
Seu pastor e amigo,
J. Laurindo.