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EDITORIAIS
Outra Pesca Maravilhosa!
13-Abr-2007
Depois da ressurreição de nosso
Senhor Jesus Cristo, outra pesca maravilhosa aconteceu
(João 21). Ela veio como um novo desafio para os
discípulos que haviam passado por um momento de tristeza
e dúvida em relação ao que lhes proporcionaria o futuro.
Certamente, por terem experiência anterior com a
profissão de pescador, eles pensavam em continuar nessa
atividade. Quem sabe, na imaginação deles, não mais se
envolveriam com a pesca de almas. Pedro não teve dúvida.
Sua resposta foi: “Vou pescar”. Seus colegas, de
imediato, disseram: “Nós também vamos contigo...” (Jo
21.3). Isso indica que agora ele e seus colegas
dedicariam seu tempo a pescar mais e mais peixes. Quem
sabe, a parte espiritual poderia ser deixada para novos
discípulos. Mas não. O desafio do Senhor Jesus,
ressurreto dentre os mortos, foi semelhante ao da
primeira pesca (Lc 5.1-11), quando ainda Ele exercia o
ministério no meio deles. Enquanto lá, eles eram
desafiados a se tornarem pescadores de homens (Lc
5.10b), aqui eles são chamados a pastorear os
convertidos, ou seja, os cordeirinhos, as ovelhas de
Jesus (Jo 21.15-17).
Essa nova pesca maravilhosa marcou a vida dos
discípulos, de uma forma muito especial. O Senhor
provou-lhes que, sem o seu poder, eles não pegariam
nada. Até que tentaram. Foi uma noite de trabalho árduo,
mas sem nenhum resultado positivo. O Senhor, vendo
aquilo, emite-lhes uma ordem específica: “Lançai a rede
à direita do barco, e achareis...” (Jo 21.6). É
interessante que, tendo obedecido a essa ordem, o
resultado foi surpreendente. Eles pegaram muitos peixes
(pelo menos cento e cinqüenta e três, v. 11). Foi
suficiente para todos. Ninguém poderia reclamar. O mais
interessante, porém, é que era o próprio Senhor, agora
ressurreto, que lhes oferecia um almoço especial. O
cardápio era pão e peixe (v. 13). É assim mesmo. Quando
obedecemos à ordem de Jesus, ele providencia para nós o
pão de cada dia. Nenhum servo do Senhor passa fome.
Aliás, em todo e qualquer sentido, isso funciona. Jesus
multiplica o pão. Orienta como pegar mais peixes. Ele
não quer que ninguém fique sem pão nem peixe. Enquanto
os que antecederam a sua primeira vinda ao mundo
reconheciam isso, através do testemunho dos
antepassados, “Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi
desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o
pão” (Sl 37.25), os seguidores do tempo de Jesus
conheciam a oração que Ele lhes havia ensinado: “o pão
nosso de cada dia nos dá hoje” (Mt 6.11). No passado, no
presente, no futuro, Deus não falha. O apóstolo Paulo
sumariza isso, de forma brilhante, ao dizer: “Meu Deus
suprirá todas as vossas necessidades, segundo as suas
riquezas, na glória em Cristo Jesus” (Fil 4.19).
Nossa maior preocupação deve estar no cumprimento da
vontade de Deus. É como demonstrou Jesus. Ele declara:
“A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou,
e completar a sua obra” (Jo 4.34). Na pescaria de almas,
além de termos o pão material, nunca nos faltará o pão
espiritual. Essa é a promessa do Senhor!
Nessa nova pesca maravilhosa, os discípulos
aprenderam outra lição: O plano de Deus sempre dá certo.
Pegaram muito peixe e a rede não se rompeu (Jo. 21v.11).
É assim mesmo. Quando Jesus está junto a nós no barco,
Ele garante o resultado. Os peixes não vão fugir.
Estarão seguros. Não precisamos temer. Se evangelizarmos
sob o poder de Deus, os novos convertidos não se
desviarão. A rede de Deus não se rompe. Jesus garante:
“Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de
maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo 6.37). Quando
pescamos para nós mesmos, corremos o risco de perder os
peixes, mas, quando pescamos para Jesus, todos eles
estão totalmente seguros.Que, após termos sido lembrados
da ressurreição do Senhor, seja esse um novo tempo em
nossas vidas. Coloquemo-nos ao seu dispor, para realizar
uma nova pesca maravilhosa. Para isso, que haja em nós
total disposição, a fim de que saiamos ao mar para
lançarmos as redes no lugar certo!
Para tanto, que o Senhor nos abençoe.
Seu pastor e amigo,
J. Laurindo.
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