Estamos num mundo onde as notícias correm a uma velocidade incomparável.
Perdemos até a noção do tempo. Ficamos estupefatos com tudo o que vemos.
No meio à gama de informações que recebemos, ficamos até confusos. Não há
tempo suficiente para decifrar as notícias que nos são apresentadas.
No meio da confusão, às vezes, perdemos a chance de praticar o bem. Nossa visão fica reduzida.
Não enxergamos além de nossas próprias limitações. É como afirmava Jó:
"Ora, os meus dias são mais velozes do que um correio; fogem, e não vêem o bem." (cap 9.25).
Podemos perguntar: E o amanhã, como será? Como será o fim desta primeira década do século 21?
Será que podemos fazer alguma previsão? Humanamente falando, isso se torna impossível.
O apóstolo Tiago explica: "No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida?
Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece" (cap 4.14). A ciência, por sua vez, também
se preocupa com o futuro. Tem-se investido muito dinheiro em pesquisas. Por exemplo, a utilização
de células-tronco na tentativa de dar ao homem uma vida melhor. Mas ainda assim, há limitações.
A busca de uma explicação para o futuro continua.
A única coisa que podemos fazer é depositar nossa confiança no Senhor. Esta é a solução,
o caminho. Podemos dizer como o salmista: "Os meus dias estão nas tuas mãos; livra-me das mãos dos meus inimigos
e dos que me perseguem" (Sl 31.15).
Por causa disso, temos que olhar para a obra de missões com mais seriedade. Ela se torna mais que urgente. Urgentíssima! Se não participarmos dela agora, perderemos a chance de ver muitas almas sendo alcançadas pelo Evangelho. Por que pensar assim?
1) Fazer missões é ordem urgente deixada por Jesus
Sua mensagem pós-ressurreição foi: "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt 28.19). Apesar de alguns não entenderem assim, como crentes, não podemos desobedecê-la. É como se diz: "Ordem não se discute, cumpre!" Nosso problema é que sempre inventamos desculpas para não cumprir a ordem de Jesus. Agimos como os discípulos de seu tempo. O Senhor convoca: "Segue-me". Nós respondemos: "Permite-me ir primeiro sepultar meu pai" (ver Lucas 9.59). Isto é, não damos prioridade à obra de Jesus. Pensamos que outro pode realizá-la por nós. Mas não é assim. Como discípulo de Jesus, devo, agora, obedecer seus mandamentos e cumprir o seu querer em minha vida.
2) A urgência da obra missionária requer a participação de mais obreiros
Dado à existência de muitas etnias, povos e nações, espalhados por todo o mundo, para alcançá-los, com mais rapidez, precisamos de um número muito maior de pessoas que estejam dispostas a atender o chamado de Cristo. Ele mesmo ensina: "Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara (Mt 9.37,38). Quem está disposto a se tornar um desses trabalhadores? Quem está pronto a ir aos campos? Quem, hoje, quer deixar tudo para trás e fazer a vontade do Mestre? Precisamos de mais obreiros: mais pastores, mais missionários, mais educadores religiosos, mais dirigentes de música, mais artistas cristãos, enfim, de pessoas dispostas a ir aos campos.
Mas aqueles que não têm esse tipo de chamada também são intimados por Jesus a dar testemunho da salvação no mundo onde vivem. Ele diz: "Vós sois o sal da terra,..., vós sois a luz do mundo" (Mt 5. 13-14). Precisamos da participação de profissionais na área de saúde, na área jurídica, nas áreas técnicas, enfim, em todas as áreas que, como verdadeiros cristãos, estejam prontos a fazer missões. Afinal, o chamado é de todos, e a missão é de cada um. Ninguém pode ficar de fora. Todos somos convocados a participar. Que o façamos já!
Para tanto, que Ele nos abençoe.
Seu pastor e amigo,
J. Laurindo.