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EDITORIAIS

EU CREIO EM MISSÕES MUNDIAIS
30-marçco-2008

A obra de missões mundiais sempre serviu de inspiração para a minha vida. Desde cedo aprendi a contribuir, separando minha oferta para ser entregue durante a campanha que acontece no mês de março de cada ano. Essa se tornou uma época marcante, tanto para mim quanto para minha família. Oramos pelos missionários, lembramos dos desafios dos campos e, assim, nossa atenção se volta para o que Deus está fazendo ao redor do mundo.

Durante os meus anos de ministério, tanto na PIB de Cuiabá (MT), quanto na PIB de Campo Grande (RJ) e agora na PIB de Niterói, tenho incentivado os crentes a ofertarem para missões e, em especial, missões mundiais. Tem sido uma alegria ver muitos irmãos contribuindo, sabendo que Deus usa todos os recursos levantados para a salvação de vidas espalhadas pelo mundo afora.

A experiência de ter servido como membro da Junta de Missões Mundiais, por dois períodos, num total de dez anos e meio, foi de grande importância para mim. Atuei como secretário de atas e presidente daquela Junta. Essa experiência me ajudou a ter uma visão mais abrangente da obra missionária.

Além disso, tive a oportunidade de promover missões nas igrejas da Grã-Bretanha, por um período de, aproximadamente, seis anos, onde passei a ver a obra missionária com outros olhos. Lá, tive contato com pessoas de várias partes do mundo. Notei também que muitos irmãos naquele país têm um grande amor pela obra de missões.

Dito isto, quero expressar algumas das razões que me levam a crer na obra de missões mundiais:

1) Missões Mundiais é uma obra bíblica

Encontramos, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, referências ao caráter global da obra missionária. Pela falta de espaço, vou me deter apenas a dois momentos que me ajudam a entender esse aspecto.

Primeiro, a palavra registrada no livro de Habacuque: “Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” (2.14).

Segundo, a ordem deixada por Jesus para os seus discípulos, nos evangelhos: “Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15), e “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19).

Qualquer cristão pode ver aí a preocupação bíblica com a expansão do evangelho no mundo. Fazer missões, além-fronteira, não é uma opção. É demonstrar total obediência à Palavra de Deus. É agir dentro da visão deixada por Jesus para nós: “levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa” (João 4.35b).

2) Missões Mundiais é uma obra que tem história

A obra de missões mundiais tem se perpetuado na história. Não ficou estagnada no início da expansão do cristianismo. Avançou, e muito. Prova disso, é que, durante os anos, Deus tem levantado homens e mulheres, que, atendendo o Seu chamado, vão aos campos distantes, levando uma palavra de esperança aos que perecem sem Cristo. Um exemplo é William Carey. Em 1792, aquele pobre sapateiro inglês deixou seu país, para ir para à Índia, uma terra desconhecida, e lá pregou o evangelho, tornado-se, assim, o “Pai das Missões Modernas”. No Bristol Baptist College (Seminário Batista de Bristol), existe um pequeno museu, onde estão guardados alguns de seus pertences, dentre eles, um par de óculos que Carey usava. Foi uma emoção ver objetos que lembram a vida daquele grande missionário. Hoje, a Sociedade Missionária Batista, da qual é “fundador”, continua fazendo missões em várias partes do mundo. A visão de Carey não foi apagada. Quarenta países (em quatro continentes) contam com a colaboração dos seus discípulos para a expansão da obra.

Aqui também, temos história. Recebemos a mensagem do Evangelho, através de missionários que vieram dos Estados Unidos da América. William e Anne Bagby, Zachary e Kate Taylor são considerados os pioneiros. Seu trabalho teve início em 1881 ou 1882.

Não só recebemos missionários de fora, mas começamos já olhando para os desafios que o mundo da época nos apresentava, organizando assim a então Junta de Missões Estrangeiras, em 1907. Agora, temos mais de cem anos de obra missionária realizada pelas igrejas batistas brasileiras. Hoje, estamos em 57 países. Desde o primeiro secretário até o Pr. Waldemiro Tymchak, carinhosamente chamado “Senhor Missões”, e o Pr. Sócrates de Oliveira, que atua como interino, a obra tem crescido. Muitos locais, onde jamais pensávamos estar, tornaram-se frentes de trabalho de nossos missionários.

3) Missões Mundiais é uma obra contemporânea

O mundo de hoje fala em globalização. Muito antes dessa filosofia, missões tem alcançado o globo da terra em obediência ao Ide de Jesus. De norte a sul, leste a oeste, Deus tem manifestado a Sua glória.

Nem mesmo o avanço da tecnologia pode substituir a presença física de um missionário em outra parte do mundo. Por isso, a idéia de “enviar” alguém para fazer missões além-mar não pode ser descartada. O missionário é desafiado a aprender a língua e também conhecer a cultura e os costumes do povo que se propõe evangelizar. Isso exige “imergir-se” em outra cultura. Tem que estar lá. É muito interessante encontrar um missionário que já passou um tempo fazendo missões em outro país. Ele se torna uma pessoa “globalizada”. As experiências que pode relatar ao seu povo são uma inspiração para os crentes. Ele pode trazer as “últimas” informações a respeito daquilo que Deus tem feito em outra cultura.

Esses e mais alguns outros motivos me levam a confirmar minha convicção de crer na obra de missões mundiais.

Meu sincero desejo é continuar contribuindo com ofertas, talentos e vida para essa obra tão importante para os dias de hoje. Ela é urgente! A ordem de Jesus diz tudo: “Importa que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar” (João 9.4). Está você disposto a participar? O chamado é de todos, mas a missão é de cada um de nós. Por isso, digo: “Eu creio em missões mundiais”. E você?

Que Deus nos abençoe.

Seu pastor e amigo,

J. Laurindo.

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