Neste ano, temos um grande desafio à nossa frente.
Isto é, evangelizar o povo de Niterói e adjacência. Para
realizar essa tarefa, precisamos permitir que Deus nos
use da maneira que Ele quer. Isso implica sair de
nossa “zona de conforto” e ir aos lugares mais remotos
da cidade.
Para que isso aconteça, faz-se necessário,
primeiramente, que tenhamos sido completamente
transformados pelo poder do Evangelho. Essa
transformação decorre de uma vida de santidade operada
em nós pelo Senhor. Antes éramos como qualquer
sal, agora somos o sal da terra.
E, nessa
qualidade, nossa presença na sociedade servirá como um
tempero especial para a preservação e salvação de muitas
vidas. De igual forma, a velha luz que éramos
torna-se luz do mundo para hoje. E, essa luz, ao
refletir-se nos mais variados pontos de nossa sociedade,
irá dissipar a escuridão dentro da qual as pessoas estão
imersas. Ser usado pelo Senhor como sal da terra e
luz do mundo é viver como um agente transformador da
sociedade onde estamos (ver Mt 5.13-16). Para esse
fim, precisamos estar sempre em circulação, isto é,
estar no mundo, apesar de não ser do mundo.
Deus deseja que nos desfaçamos de nós
mesmos e mantenhamos nossa presença na cidade,
influenciando a vida daqueles que estão perdidos.
Swindoll conta uma história que ilustra
bem essa necessidade de entrarmos em circulação, para
pregarmos o Evangelho à sociedade onde estamos. Ele
narra: “sob o comando de Oliver Cromwell, começou a
faltar prata para a cunhagem de moedas do governo
britânico. Cromwell enviou seus homens à catedral da
cidade, para ver se conseguiriam obter ali o metal
precioso. Depois de investigarem, eles comunicaram: ´A
única prata que conseguimos achar está nas estátuas dos
santos da catedral`. Ao que o militar e estadista
respondeu: ´Ótimo! Vamos derreter os santos e pô-los em
circulação!` (Dia a dia. São Paulo: Mundo Cristão, 2005,
p. 145).
É hora de deixarmos o conforto
dos templos e partirmos para os locais onde as pessoas
estão. Ou seja, vamos circular onde a vida
acontece. É interessante notar como há gente nas grandes
cidades. São pessoas que caminham indo e vindo do
trabalho, dos estudos, dos passeios. Nós
precisamos penetrar com a mensagem do Evangelho,
exatamente onde elas estão. É mais do que um simples
convite para vir à Igreja. É a Igreja que vai às
pessoas. Isso é exatamente o que Deus fez por
nós. Ele enviou Seu Filho para estar entre
nós. A expressão que João usa em seu evangelho é:
“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de
graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória
do unigênito do Pai” (Jo 1.14).
A presença de Jesus é que faz a diferença na nossa
sociedade. Como seus discípulos, somos responsáveis para
levar aos outros o mesmo amor, a mesma esperança, a
mesma paz que Ele nos deixou. Isso significa ser santo
fora do Templo. Precisamos, é claro, de um
momento para adoração, mas isso não é tudo. Quem
adora é desafiado a servir. E isso acontece, quando
permitimos ser derretidos pelo Senhor e imediatamente
postos em circulação. Não podemos guardar só para nós as
boas novas de salvação. Somos igreja para os
outros, igreja para fora. Uma Igreja em
circulação. Uma igreja dinâmica. Uma Igreja viva. Uma
Igreja formada por santos.
O desafio de hoje é para que esses santos, jóias
preciosas de Deus, permitam ser derretidos, para
entrarem em circulação. O resultado será a criação
de novas jóias, novos santos para o Senhor. Só assim,
estaremos obedecendo ao Ide de Jesus. Só assim,
levaremos a mensagem transformadora do Evangelho àqueles
que precisam ser alcançados por Jesus.
Para tanto, que Ele nos abençoe.
Seu pastor e amigo,
J. Laurindo.