Cada vez que medito na mensagem bíblica
a respeito da comunhão cristã, fico a pensar
quão bom seria se em nossas igrejas todos os
crentes pudessem praticá-la à luz dos ensinos da
Palavra. Ao que nos parece, ainda há muito a se
fazer nesse sentido. Precisamos de muita oração
e busca do Senhor para alcançar esse alvo.
A comunhão é um dos elementos mais necessários
para se combater qualquer pecado que surja
para provocar divisão na família, na igreja ou
em qualquer comunidade.
Infelizmente, muitos têm abandonado
as orientações e os mandamentos de Jesus
sobre a vida em comunhão, desprezando assim
este que é um dos princípios mais lindos da doutrina
cristã. Isso é prejudicial tanto à vida em
particular quanto em comunidade. Afinal, como
diz Paulo: “Porque nenhum de nós vive para si, e
nenhum morre para si”(Rm 14.7). Dependemos
uns dos outros.
A necessidade da prática da verdadeira
comunhão é tanta que, o Senhor Jesus se preocupou
em deixar com seus discípulos uma das
mensagens mais importantes nesse sentido.
Em Sua oração sacerdotal, Ele se dirige ao Pai
dizendo: “E eu lhes dei a glória que a mim me
deste, para que sejam um, como nós somos um”
(Jo 17.17). Que expressão maravilhosa! Que desejo
esplêndido que saiu do coração do Senhor!
Que vontade imensa que Ele teve e tem de ver
seus discípulos de hoje vivenciando a comunhão
verdadeira!
Afinal, todos os que se converteram,
foram batizados e pertencem ao Corpo de Cristo,
precisam carregar isso em mente: não pertencemos
a uma empresa, ou a uma sociedade qualquer.
Somos sim, parte integrante do Corpo de
Cristo. Por isso temos que viver em comunhão. É
o que o Senhor requer de nós.
A verdadeira comunhão faz bem à vida
da Igreja como um todo. Há teólogos que vêem
a igreja como uma comunidade terapêutica.
Ou seja, um local onde os feridos são curados.
Para se ter uma igreja saudável, é fundamental
que se pratique a comunhão entre os crentes.
Em assim fazendo, elementos como mágoa, dissensão,
inveja, fofoca, disse-me-disse, maledicência,
traição e outros dessa mesma categoria,
são totalmente extirpados pelo poder que há na
comunhão cristã. A base dela é o Espírito Santo.
É Ele quem faz com que tenhamos condições
para o exercício da verdadeira comunhão. Nele
todos fomos imersos, ou seja, batizados. Nele
fomos selados. Por isso, nenhuma obra satânica
poderá destruir a vida do cristão e nem tão pouco
a Igreja de Cristo. É o Senhor mesmo quem
garante: “as portas do inferno não prevalecerão
contra ela” (Mt 16.18).
A verdadeira comunhão ajuda na proclamação
do Evangelho. Para que a Igreja Primitiva
pudesse expandir a obra missionária,
seus membros passaram por várias experiências
voltadas para a vida em comunhão. Só depois
que se uniam perante o Senhor, na comunhão,
no partir do pão e nas orações, é que o Ele lhes
acrescentava aqueles que iam sendo salvos
(At 2.42).
A comunhão entre os crentes é pré-requisito
fundamental para a evangelização.
Quanto mais vivermos em comunhão uns com
os outros, melhor será a nossa participação na
obra de evangelização de outros povos. Se nos
mantivermos unidos como corpo de Cristo, fazer
missões não será tão difícil. O mundo está
olhando para nós e perguntando: como pode
esse grupo de crentes, em pleno século 21, viver
em comunhão? vOutros estão a questionar
em que base funciona essa comunhão. Será por
interesses pessoais, ou outra razão?
Nada melhor para se dar uma resposta
ao mundo senão a própria Palavra de Jesus:
“para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai,
és em mim, e eu em ti, que também eles sejam
um em nós; para que o mundo creia que tu me
enviaste” (Jo 17.21).
Quanto mais unidos estivermos
com o Senhor, mais as pessoas compreenderão
a finalidade de nossa missão neste
mundo.
Que pratiquemos a verdadeira comunhão!
Para tanto, que Deus nos abençoe.
Seu pastor e amigo,
J. Laurindo.