A importância da Igreja para a
cidade é algo inimaginável. Uma cidade não pode
funcionar bem, sem a presença da Igreja do Senhor. As
cidades têm, cada vez mais, tornado-se violentas. O
governo procura soluções das mais diversas para resolver
essa situação. Tenta-se, por todos os meios, aumentar a
segurança. Aplica-se a repressão para conter aqueles
mais agressivos. Mas nada disso pode acabar com a
criminalidade. Enfim, pergunta-se: se os governos não
podem resolver os problemas da cidade, quem o fará?
Certamente, muitos podem pensar em soluções mais duras,
penas mais severas para os infratores, mas nada pode ser
comparado com a ajuda que a Igreja pode dar. Ela está
pronta para solucionar as crises do dia-a-dia de uma
cidade. É seu papel indicar a fonte onde qualquer
governo pode encontrar a solução para os problemas da
cidade. E, como não poderia ser diferente, essa fonte é
a própria Bíblia. Ela contém princípios maravilhosos
para o bom funcionamento da cidade. Dentre tantos,
destacamos:
1. O princípio da oração
Quando
as cidades do passado vivam em crise, a solução era
apresentar seus problemas a Deus. Ele agiria trazendo
sua paz a todas elas. Assim exorta o salmista: “Orai
pela paz de Jerusalém; prosperem aqueles que te amam”
(Sl 122.6). Nós, como Igreja, somos convocados por Jesus
a permanecer na cidade, até que experimentemos o
revestimento do Espírito de Deus em nossa vida. Assim
diz o Senhor: “E eis que sobre vós envio a promessa de
meu Pai; ficai porém, na cidade, até que do alto sejais
revestidos de poder” (Lc 24.48). Se a Igreja orar pela
cidade, Deus fará com que as pessoas sejam curadas de
toda a violência, de todo o mal.
O desafio para a
Igreja é sempre atual. Como povo de Deus, se levantarmos
um clamor diário pela cidade, Ele, certamente, vai sarar
a nossa terra (ver II Cro 7.14). E, para fazer isso,
nada melhor que a oração. Ela é a arma que o crente tem
para enfrentar os problemas que a cidade de hoje nos
apresenta. Esse princípio precisa ser incluído dentro da
agenda da cidade. Sem oração, ela perece. Sem oração,
ela se torna árida. Sem oração, a cidade só se
materializa. Sem oração, ela se torna um amontoado de
pessoas sem rumo e sem direção.
2 - O
princípio da compaixão
Esse princípio vem de
Jesus. Quando ele olhou para os habitantes da cidade de
seu tempo, sua compaixão se estendeu sobre eles. A
Bíblia diz: “Vendo ele as multidões, compadeceu-se
delas, porque andavam desgarradas e errantes, como
ovelhas que não têm pastor” (Mt 9.36). A Igreja, corpo
de Cristo, é o único organismo neste mundo que encarna
essa compaixão externada pelo Senhor Jesus. Nenhum órgão
público ou particular pode ocupar o lugar da Igreja
neste sentido. Por isso, nossa visão tem que ser maior
do que a de qualquer outra organização.
Quando a Igreja olha para as multidões espalhadas
pelas cidades de hoje e aplica o princípio da compaixão,
aqueles que praticam o mal na cidade serão transformados
pelo poder de Jesus. Assim, eles terão a quem seguir.
Como o Supremo Pastor, ele conduzirá os habitantes da
cidade a pastos verdejantes.
Tal como fez por
Jerusalém, faz por Niterói, Rio de Janeiro, Londres,
Joanesburgo, ou qualquer outra cidade. Grande ou
pequena, por todas elas Jesus chora. Sua compaixão
alcança todos os habitantes da cidade.
Quando a Igreja reconhece seu papel de orar pela
cidade e por ela ter compaixão, Deus age imediatamente.
Seu desafio continua: “E não hei de eu ter compaixão da
grande cidade de Nínive em que há mais de cento e vinte
mil pessoas que não sabem discernir entre a sua mão
direita e a esquerda, e também muito gado” (Jonas
4.11)?
Sejamos uma igreja que ora pela cidade e por ela
tenha compaixão. Se não desenvolvermos esse papel, qual
o sentido de nossa presença aqui?
Que Deus abençoe nossa Niterói e as outras cidades do
Brasil e do Mundo!
Seu pastor e amigo,
J. Laurindo.