Ao passar pelas ruas das cidades, qualquer
um pode notar a presença de algum tipo de
iluminação natalina. Os governantes, por força
da tradição religiosa, tentam despertar, na
consciência do povo, que o Natal se aproxima.
Cria-se, então, uma expectativa, no afã de que
todos participarão da maior festa registrada no
calendário cristão. Isso acontece, principalmente,
nos países que têm o cristianismo como
religião.
Independentemente da interpretação
que se dá ao evento, nenhum governo deseja
excluir de sua agenda as celebrações do Natal.
Infelizmente, para muitos, essa festa da
cristandade, não mais se presta para anunciar
a vinda do Salvador. Tornou-se uma ocasião
onde a ênfase está totalmente voltada para o
materialismo. Perdeu-se a vertente espiritual.
O pensamento está concentrado no comércio.
Explora-se, assim, a oportunidade para enriquecimento.
Inverteu-se, então, o verdadeiro
signifi cado do Natal. A expectativa da vinda do
Salvador ficou em segundo plano.
Mas para nós, na qualidade de seguidores de
Cristo, o Natal é a rica oportunidade que temos
de proclamar ao mundo que o Emanuel vem,
tanto para entrar em nosso coração quanto para
trazer a verdadeira luz.
É como registrou o Evangelista
na chegada do menino Jesus: “o povo
que estava sentado em trevas viu uma grande
luz; sim, aos que estavam sentados na região da
sombra da morte, a estes a luz raiou”(Mt 4.16).
Como nosso povo precisa dessa luz!
Há milhões
e milhões que estão comprometidos com as
trevas do mal. Para esses, só a luz verdadeira é
que pode resgatá-los de tais trevas. O Senhor
do Natal diz: “Eu sou a luz do mundo; quem me
segue de modo algum andará em trevas, mas
terá a luz da vida” (Jo 8.12).
Quem já o aceitou
não vive mais nas trevas, já está na luz. Ela é
sufi ciente em si mesma. Aquele que a encontra
não procura outra luz. Isso em todo e qualquer
sentido. Seja em termos filosóficos, morais,
éticos, sociais, materiais, humanos e, espirituais.
Não há substituto para o Salvador! Só
Ele é a luz do mundo. Ele é absoluto! Natal é,
então, uma oportunidade que temos de trazer à
memória do povo que a verdadeira luz chegou!
Não há lugar para trevas.
O materialismo, as
falsas religiões, o crime, a violência, a mentira,
as desordens sociais, a imoralidade, a injustiça
e toda e qualquer obra do reino das trevas são
dissipadas diante do poder da verdadeira luz.
É isso que a chegada do Natal faz. Vale a pena
anunciá-la.
Outra grande obra que a chegada do Salvador
proporciona a nós é a paz. “Glória a
Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre
os homens de boa vontade” (Lc 2.14) é uma
das mensagens mais lindas do Natal. Como
precisamos de paz!
O hino 333 do HCC expressa
bem isso: “Haja paz na terra, a começar
em mim;...”. Vamos aproveitar o Natal, para
promover a paz entre nós, nos nossos lares,
na Igreja, no local de trabalho, na escola, e
em todo e qualquer lugar. O verdadeiro Natal
traz paz. Apoderemo-nos dela!
A todos que
vivemos neste mundo cheio de conflitos, a
mensagem profética que anuncia a chegada do
Salvador continua dizendo: “Porque um menino
nos nasceu, um fi lho se nos deu; e o governo
estará sobre os seus ombros; e o seu nome
será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte,
Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Is 9.6).
Sejamos
os mensageiros dessa paz. O Salvador vem!
Celebremos sua chegada!
Para tanto, que Deus nos abençoe.
Seu pastor e amigo,
J. Laurindo.