MANOÁ, UM PAI SINGULAR
08-Agosto-2010
Manoá e sua mulher, estéril, viviam tranquilos e felizes no seu lar, quando
apareceu o anjo do Senhor e transtornou a rotina da família (para o bem, é
claro).Oanjo falou à mulher “...nunca deste à luz, mas conceberás, e terás
um filho” (Jz. 13.3). Ela correu para contar ao marido. Este, ao ouvir a “boa
nova”, não pediu os pormenores, mas curvou-se diante de Deus e orou:
“Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus que enviaste venha ter
conosco outra vez e nos ENSINE (o grifo é nosso) o que devemos fazer ao
menino que há de nascer” (Jz.13.8).
O anjo apareceu ao casal e deu-lhe as instruções, já do conhecimento da
mulher (Jz. 13. 10 a 14). Deus ouviu a oração daquele futuro pai, que
dedicou-se de corpo e alma na criação de Sansão.
A importância da figura masculina na criação dos filhos (menino/menina) é
algo indispensável, pois a autoridade paterna, a identidade e afetividade
masculinas (tão em desuso) são transmitidas aos filhos e se perpetuam no
caráter e na conduta moral deles, com reflexos no contexto social.
É certo que sabemos de mulheres, que assumem o ministério de orar pelos
filhos, e que se tornam bênção na condução deles. Aí estão as “Déboras”,
dia e noite, “salvando” vidas da perdição. Ocorre que a parte do “homempai”
não pode ser negligenciada, sem que cause os desastres que vemos
hoje nos lares, nas igrejas e na sociedade. Precisamos, com urgência, de
“Manoás” que se disponham a orar pelos filhos, rogando a Deus como
ensiná-los na Verdade, na Justiça e noAmor.
Jesus quis ouvir de Pedro uma tríplice declaração de amor: “...amas-me?”.
“...tu sabes que amo” (João 21. 15 a 17). O filho espera que o pai lhe diga
sempre: filho, eu te amo! Não importam as circunstâncias, o amor nunca
falha.
Servo do Senhor.
Pastor Cerqueira Bastos
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