De um modo geral, o dízimo é tido como uma obrigação, um dever
imperativo a ser cumprido à risca, sob a possibilidade, na sua falta, de
sofrer as conseqüências.
Recebe-se na Tesouraria o que está designado como “dízimo”, o
que está escrito no envelope.
Ocorre que o “dízimo bíblico” vai além de um porcentual
matemático: dez por cento do. ganho. A motivação para tomar-se um
dizimista bíblico pede algo mais profundo que aflora de uma vida com
determinados predicados espirituais.
Para ser um dizimista, segundo a Palavra de Deus, é necessário
um convite especial que Deus faz a pessoas determinadas: “Trazei...”
(Malaquias 3.10).
A obrigação estará sempre presente nos nossos atos
de culto, inclusive o de “entrega dos dízimos”, mas sempre precedida de
uma motivação maior: o fato de ser crente, resgatado pelo sangue de
Deus (Atos 20.28).
O dízimo dado por uma obrigação formal, com sacrificio das
necessidades básicas do “dizimista”, contraria o coração de Deus, pois a
Bíblia afirma que Ele “ama ao dá com alegria”
(Corintios 9.7).
Pode um incrédulo ser dizimista? Esta é uma pergunta pertinente
que espera uma resposta em contrate com uma outra também pertinente:
quem tem o direito de ser dizimista?
É comum confundirmos o que chega ao “cofre” da igreja com a
designação da palavra “dízimo” como sendo verdadeiramente “dízimo
bíblico” (Gênesis 14.20 b), quando seria necessário a motivação interior,
alicerçada nas Escrituras Sagradas.
Dízimo, mais que um dever! O dízimo é um direito outorgado
somente ao crente. Quem tem esse direito?
É o povo de Deus. A noiva de Cristo. A lavoura de Deus. A coluna e
firmeza da Verdade, todos que confessam a Jesus Cristo como Salvador
e Senhor, os que se dedicam à evangelização local, os que dão a vida a
Missões, os que estão na senda da santificação, os que andam pela Fé
uma vez entregue aos santos (Judas 1.3), os que alimentam a Esperança,
os que têm amor ao semelhante
(I Corintios 13.13).
Ser dizimista, um direito inalienável uma vez dado ao salvo!
Pr. Cerqueira Bastos