Dando continuidade à matéria que publicamos no boletim anterior, queremos hoje abordar mais duas marcas do desenvolvimento natural da Igreja, conforme apresenta o autor Christian Schwarz:
O destaque aqui se concentra no "princípio de liderança por ministério".
Quando aplicado dentro da Igreja, esse princípio contribui para a formação de novos líderes,
uma vez que novas oportunidades de trabalho se abrem para eles. Isso mostra que "Líderes não existem só
para liderar, mas para formar novos líderes" (p. 28).
Essa é uma grande lição para pastores e igrejas de hoje. Muitos deles tentam, com a melhor
das intenções, fazer tudo sozinho. Não se preocupam em treinar ou formar novos líderes,
concentram todas as tarefas em suas próprias mãos. Isso não é bom.
Moisés, ao tentar resolver os problemas do povo sozinho, foi advertido pelo
seu sogro Jetro: "Não é bom o que fazes" (Ex 18.17).
Jetro instruiu Moisés a procurar, dentre o povo, líderes capazes para ajudá-lo
no julgamento das causas que o povo lhes apresentava (ver Êxodo 18).
Não só Moisés, mas também o próprio Senhor Jesus contou com líderes em seu ministério. Exemplos clássicos disso são: Os doze apóstolos, os setenta discípulos, e os muitos outros que Ele treinou e capacitou, para que fossem ao mundo e pregassem o Evangelho.
Outro detalhe da marca "estruturas funcionais" é que as estruturas da Igreja devem ser sempre testadas, a fim de servirem, da melhor forma, ao organismo da Igreja. Schwarz observa, nesse caso, que aquilo que não contribui para esse princípio (p. ex.: "liderança inibidora, horário e duração do culto inadequados, conceitos desmotivadores de administração das finanças") deve ser mudado ou eliminado (p. 28-29).
5ª Marca - "Culto Inspirador"
O que se busca nesta marca é o destaque para o tipo de culto que realizamos dentro das igrejas. O crescimento da Igreja não depende de um determinado modelo de culto, por exemplo, um culto direcionado para o visitante. O que se deve perguntar, nesse caso, é se a participação do culto é uma 'experiência inspiradora' para o visitante". Quando o culto é realizado sob a inspiração do Espírito Santo, ele se torna um culto 'gostoso'. A conclusão a que se chega é que "nas igrejas em que os cultos são celebrados de forma inspiradora,..., eles, 'por si mesmos', atraem as pessoas" (p. 31). Isso nos leva a pensar: Como temos cultuado a Deus? Até onde temos permitido que o Espírito Santo tenha liberdade de nos conduzir nos cultos? Será que nossos cultos atraem ou afastam os visitantes? Algo que atrapalha, nesse caso, é a falta de concentração ou de atenção que alguns 'adoradores' dão ao culto. Há pessoas que não se concentram nas mensagens cantadas ou pregadas. Conversam a maior parte do tempo. Estão presentes no físico, mas suas mentes estão longe do culto. É como diz o Senhor: "Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim" (Mt 15.8). É hora de pensarmos mais seriamente naquilo que Deus requer de cada um de nós, ou seja, que sejamos "verdadeiros adoradores".
Que Deus nos abençoe, para que façamos o melhor para Ele. (continua no próximo boletim).
Seu pastor e amigo,
J. Laurindo.