Há muita preocupação com a matéria “crescimento de igreja”, no mundo de hoje. Encontramos as chamadas mega-igrejas, espalhadas, tanto dentro quanto fora do nosso País. Alguns líderes tentam copiar o modelo de crescimento dessas igrejas. Outros se sentem até um pouco frustrados, porque suas igrejas não crescem na mesma proporção que aquelas. Como resolver essa questão? Ao ler a obra Desenvolvimento Natural da Igreja, de autoria de Christian A. Schwarz, encontrei algumas marcas que nos ajudam a entender o funcionamento de uma Igreja de Cristo, face aos desafios que o mundo atual nos apresenta. São princípios que foram obtidos através de pesquisa feita em mais de 1.000 (mil) igrejas de diversas denominações evangélicas, de tipo, tamanho, cultura e contexto social diferentes, espalhadas no continente terrestre. Um pequeno resumo dessas marcas nos ajuda a entender o que significa o desenvolvimento natural da Igreja:
1ª Marca - “Liderança capacitadora”
Esta marca está inteiramente voltada para o tema da nossa Convenção neste ano. Nesse caso, os líderes “investem a maior parte do seu tempo em discipulado, delegação e multiplicação. Assim, conclui Schwarz, “a energia investida por eles pode multiplicar-se quase infinitamente” (p. 23). Em nosso contexto, temos tido um exemplo vívido disso: o Projeto Visitar Para Integrar. Os irmãos que se envolveram, visitando as famílias da Igreja, são prova dessa multiplicação da energia de um líder. Que líder, sozinho, conseguiria visitar tantas pessoas de uma só vez?
2ª Marca “Ministérios orientados pelos dons”
Esta marca está centrada no ensino bíblico sobre os dons que Deus concede aos seus filhos. Aqui aprendemos o seguinte: “À medida que cristãos vivem de acordo com os seus dons espirituais, eles não trabalham pelas próprias forças, mas o Espírito de Deus trabalha neles. Assim, pessoas bem normais podem efetuar tarefas bem especiais” (p.24). Como é importante que cada membro da Igreja descubra e coloque em prática os dons que recebeu do Espírito Santo! Assim, nossos ministérios serão melhores. Estaremos fazendo o que é certo , no lugar certo.
3ª Marca “Espiritualidade contagiante”
O que Schwarz ensina aqui é: “Sempre que a ‘luta pela doutrina correta’ tomar o lugar de esforços concretos, para viver a fé pessoal em Jesus de forma apaixonada, estamos nos baseando em um paradigma falso”. O que precisamos observar aqui é a importância de entendermos que “a fé é o encontro real com Jesus Cristo” (p. 27). Onde está a nossa paixão? Está concentrada em transmitir aos outros, “com espírito contagiante”, a nossa fé em Cristo?
Que, desde já, possamos colocar em prática esses e outros princípios que nos ajudarão, tanto no crescimento pessoal quanto no crescimento da Igreja. (Continua no próximo boletim).
Para tanto, Deus nos abençoe.
Seu pastor e amigo,
J. Laurindo.