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EDITORIAIS

VIVENDO O AMOR DE CRISTO NO LAR
27-Setembro-2009

“E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria... o amor jamais acaba” (1Co 13.2,8).

A cada dia que passa somos confrontados com enormes desafios dentro da comunidade onde vivemos. Seja entre os vizinhos, seja na Igreja, na escola, no local de trabalho, ou em outro local onde nos relacionamos com outras pessoas. Maior desafio ainda é viver o amor dentro do lar.

Para isso, precisamos de algo muito mais importante que sabedoria humana, dinheiro, posição social, ou qualquer outra qualidade que possuamos. Precisamos acima de tudo isso, do eterno amor de Deus em nosso coração.

Quando experimentamos esse amor, somos levados a compartilhá-lo com as pessoas que estão ao nosso redor. É assim que o Senhor Jesus ensina: ”Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento...Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.37-39). Esse modo de agir resulta numa vida cristã autêntica e disposta a praticar amor no dia-a-dia.

Quem pratica o amor de Cristo, dá provas que é possível viver este amor independentemente das circunstâncias pelas quais passamos. É possível viver esse amor porque, na verdade, Deus nos amou primeiro. É Ele que colocaemnós a capacidade de vivermos o amor. Daí, perguntamos: como viver o amor de Cristoemfamília?

Esse é um dos maiores desafios que encontramos hoje em dia. A taxa de divórcio tem crescido exponencialmente. Brigas, intrigas, dissensões, são fatores que têm contribuído radicalmente para que milhares de casamentos sejam desfeitos. Têm também criado grandes problemas para os filhos. Eles ficam emocionalmente destruídos quando há uma separação. Não sabem como agir ao verem os pais em litígio.Afamília toda é prejudicada.

Mas, por que isso acontece? Só há uma resposta: falta amor. Falta amor no coração do marido, falta amor no coração da mulher. Casaram-se mas não colocaram em prática o amor que o matrimônio requer. Falta aquele amor que o apóstolo Paulo exige dos maridos: “Vós, maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,” (Ef 5.25).

O amor tira-nos de uma situação ruim para uma melhor. Em seu musical, Aspectos do Amor, Andrew Lloyd Webber, resume bem esse pensamento. Ele diz: “O amor, o amor muda tudo: muda mãos e faces, muda terra e céu, O amor, o amor muda tudo: como se vive e como se morre...” (citado em Stott, J. Ouça o Espírito, ouça o mundo. São Paulo: ABU, 1997).

Essa capacidade não vem de nós. Ela ocorre quando nos dispomos a viver o amor de Cristo no lar ou em qualquer outro lugar.

Os pais e os filhos precisam viver esse amor de forma intensa a fim de que a família seja fortalecida. É muito interessante recordarmos aqui a mensagem do hino sobre o lar: “Tudo é belo em derredor com amor no lar. Na choupana há prazer, com amor no lar...”. Esse amor é transformador. Muda lares sofridos em lares alegres, une casais que se odiavam em casais que se amam. Esse amor traz respeito para dentro do lar. É o amor que promove a reconciliação daquele filho que abandonou o lar e deseja ardentemente, voltar para a casa.

Enfim, esse amor começa com a dádiva da salvação para cada um de nós e prossegue concedendo-nos uma vida abundante na família, ou em qualquer outro lugar. Que vivamos o amor de Cristo no nosso lar!

Para tanto, Deus nos abençoe.

Seu pastor e amigo,

J. Laurindo

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