Atravessamos dias difíceis. Difíceis mesmo! Dias nos quais homens e
mulheres deste mundo não se interessam pela mensagem do verdadeiro
Evangelho. Dias, também, que falta para alguns que se dizem cristãos um
real compromisso com Deus. Isso porque não obedecem à ordem de Jesus
de viver como suas testemunhas perante o mundo. Não se dedicam à
prática do amor fraternal. Não oram, não perdoam uns aos outros, não se
importam com o pobre, não visitam quem necessita, não entregam dízimos
e ofertas para o sustento da obra de Deus, enfim, são pessoas que
necessitam de uma real experiência de salvação.
Isso acontece em todo o
mundo. Por isso, temos um grande desafio diante de nós: pregar o
Evangelho a todas essas pessoas. Nesse sentido, temos que agir com
sabedoria ou, como ensina o apóstolo Paulo, “usando bem cada
oportunidade, porquanto os dias são maus” (Ef 5.16).
Fico, então, pensando que, ao adentrarmos na Campanha de Missões
Nacionais, temos que usar os nossos talentos, bens e vida, para ganharmos
mais almas para Jesus, no tempoemque vivemos.
O tema deste ano é “Por ti darei a minha vida”. Será que estamos
dispostos a assim fazer? Até que ponto estamos prontos a entregar a nossa
vida por amor a Cristo?
Se nos dispusermos a cumprir o Ide de Jesus, certamente, muitas
pessoas serão alcançadas através das boas novas que Ele deixou para nós.
Não devemos cruzar os braços e deixar de falar de Cristo. Não podemos
também agir com indiferença para com o chamamento que Ele nos
apresenta. Somos seus discípulos e o que conta é se obedecemos à Sua
voz. Se assim fizermos, nosso coração se alegrará, por vermos pessoas
libertas das garras de Satanás.
Nesta última semana, a Revista Veja publicou uma reportagem sobre o
alcoolismo no Brasil, que deixa qualquer um perplexo. As estatísticas são
estarrecedoras. Estima-se que, aproximadamente, 70 milhões de brasileiros
estão envolvidos com o vício do álcool. Estamos falando de quase um
terço da população que é identificado como alcoólatra. Que coisa triste!
Para muitas famílias, não há esperança de melhora. Pais e filhos se
envolveram de tal forma com o vício que não conseguem se libertar. Outro
aspecto é o que acontece com quem precisa sair de casa a pé ou de
automóvel. Motoristas bêbados deixam as cidades em situação de risco. As
leis punem, mas parece que os homens não se importam com isso.
Diante desse quadro, resta-nos, como servos de Cristo, agir de forma
agressiva na proclamação do Evangelho. Uma das maneiras de fazer isso é
participar, com mais afinco, na obra de missões. Participar, orando,
ofertando, indo. Participar com toda a nossa dedicação e amor, fazendo
dessa decisão o melhor investimento de nossa vida.
Que para tanto Deus nos abençoe.
Seu pastor e amigo,
J. Laurindo.