Um dos momentos mais importantes no Novo Testamento é quando Jesus olha para as cidades e vê nelas vidas que precisavam ser transformadas por seu amor. Por isso é que Ele saiu por meio delas pregando o Evangelho, curando, socorrendo as pessoas, enfim, fazendo o bem a todos.
Esse exemplo de amor pela evangelização das cidades foi deixado aos discípulos, que, de forma direta, assumiram para si essa tão importante missão. Eles tinham a incumbência de levar a cada cidade a mensagem de salvação. Isso não parou ali.
Logo após a morte e ressurreição de Jesus, Paulo, o grande apóstolo, olha para as cidades como um verdadeiro campo missionário. Isso nos leva a refletir no porquê devemos nos preocupar com o destino espiritual de nossas cidades. Nesse sentido, vale ressaltar:
1) A apresentação do Evangelho às cidades requer urgência.
A cada momento aumentam as estatísticas de morte nas cidades. As notícias da TV ou da mídia em geral, são as mais desanimadoras. Todavia, não podemos temer. Pelo contrário, devemos pregar enquanto é tempo. Jesus ensinou aos seus discípulos que anunciar a sua mensagem ao mundo é tarefa de extrema urgência. As cidades são os campos que estão brancos para a ceifa. Isso significa que elas precisam ouvir das maravilhas que Deus pode operar no meio do povo.
Se observarmos com seriedade o quão urgente é a pregação da Palavra às cidades, investiremos mais tempo e recurso na evangelização dos que nelas residem. Devemos remir o tempo porque os dias são maus. Temos a melhor proposta, a melhor mensagem, por que não anunciá-la agora?
2) A apresentação do Evangelho às cidades requer total submissão ao Espírito Santo.
É Ele que nos impulsiona a fazer a obra. Jesus mesmo, no início de seu ministério terreno, declarou: "O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas a
os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos" (Lc 4.18). Essa unção do Espírito é que vai nos dar condições para que falemos com qualquer pessoa a respeito do Evangelho. É o Espírito que nos impulsiona a apresentar Cristo aos outros. A unção do Espírito dá a cada crente condição para ver o que está espiritualmente aprisionado pelo inimigo sendo totalmente liberto.
Assim como o Espírito Santo, com poder, ungiu Jesus para essa obra, é desejo dEle que cada seguidor do Mestre também receba essa mesma unção para pregar ao povo das cidades de hoje. É o Espírito Santo que nos motiva e capacita para que apresentemos Cristo às cidades de nosso tempo.
3) A apresentação do Evangelho às cidades requer amor às almas perdidas.
Nenhum discípulo de Jesus levará a mensagem aos outros se não estiver com o coração cheio de amor pelas almas dos habitantes das cidades. Esse amor se confunde com a compaixão manifestada por Jesus a todos os que caminhavam pelas ruas de seu tempo. Elas andavam de um lugar para o outro como ovelhas que não têm pastor.
Por isso, Ele teve compaixão, amor por elas. Nesse sentido, temos muito a aprender. Que oremos como fez Osvald J. Smith: "Desperta-me, desperta-me, Senhor - não me importa como, mas desperta-me o coração em compaixão pelo mundo" (Evangelizemos o Mundo, São Paulo: Vida, 2004, p. 43).
Para tanto, Deus nos abençoe.
Seu pastor e amigo,
J. Laurindo.