O desaparecimento do avião da Air France que fazia o Voo 447, Rio de Janeiro-Paris, fez com que
Brasil e Europa entrassem em luto coletivo. O clima de luto cruzou o Atlântico como um
relâmpago. Devido à facilidade de comunicação, vimos como o sofrimento tomou conta de
centenas de pessoas. Franceses, brasileiros, alemães, e mais umas 30 diferentes nacionalidades,
todos entraram em estado de profunda tristeza.
Isso alcançou a vida dos aeronautas mobilizando
um verdadeiro exército à busca de sobreviventes. Que tristeza para todos nós. Para algumas
famílias, é como se o mundo tivesse acabado. As esperanças se foram, as lágrimas e a tristeza
aumentaram.
O luto entrou na porta dos governos, das empresas, das ONGs, dos lares, enfim, de todos nós.
Agora, resta-nos saber, o que devemos fazer diante de tão grande tragédia. Eis algumas idéias:
Em primeiro lugar, devemos orar pelas famílias enlutadas.
São famílias iguais às nossas. São pais e mães que sentem a dor da perda de um filho, uma filha ou
vice e versa. É o esposo que perde a esposa, ou a esposa que fica sem o marido. Ah! Como isso dói!
É aquele casal recém-casado que acabara de desfrutar da festa do casamento aqui em Niterói.
São familiares que saíram de férias. Outros estavam voltando das férias. Enfim, cada um na sua
lide. Agora desaparecem.
Seus familiares precisam muito de nossas orações. Só o Espírito Santo de Deus poderá consolar
aquele coração entristecido. Oremos a fim de que Deus mesmo enxugue de seus olhos as lágrimas
que surgem a cada minuto que se passa.
Em segundo lugar, precisamos aprender a ser mais humildes.
Essa é uma das grandes lições que aprendemos com o desaparecimento do Avião Francês. Não
somos melhores que ninguém. Nossa vida está, diariamente, exposta a qualquer perigo. Mesmo
não sendo uma viagem de avião. Quando saímos de carro, de ônibus, de trem, quando entramos
num barco, quando andamos de bicicleta, ou usamos qualquer meio de transporte estamos
correndo perigo.
Precisamos ter em mente que nós e os outros estamos “no mesmo barco”. Não
somos nada. Então, por que o orgulho? Por que a soberba? Por que a mania de grandeza? Por que o
ar de superioridade? Não somos todos iguais perante Deus? No avião havia gente de muitas
nacionalidades, mas, com exceção da tripulação, todos eram passageiros. Ninguém era superior
ao outro. O apóstolo Pedro ensina: “sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, cheios de
amor fraternal, misericordiosos, humildes” (1 Pe 3.8).
Em terceiro lugar, precisamos estar submissos à vontade do Senhor.
Fazemos planos, é verdade. Mas quem os aprova ou não é o Senhor. Tiago diz: ''E agora, vós que
dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos.
No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por
um pouco, e logo se desvanece. Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e
faremos isto ou aquilo” (cap 4.13-15). Então, precisamos buscar a orientação dele a cada
instante. Seja para uma viagem longa ou uma simples ida ao mercado.
Que Deus console as famílias enlutadas e que a experiência do Voo 447 nos faça valorizar o
próximo.
Para tanto, Deus nos abençoe.
Seu pastor e amigo,
J. Laurindo.