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EDITORIAIS

A PRÁTICA DO AMOR CRISTÃO NO PRESENTE SÉCULO
05-Abril-2009

No mundo de hoje, o que mais as pessoas precisam é de uma grande dose de amor cristão. Em todos os lares, escolas, universidades, empresas, instituições sociais, o que mais se vê é a falta da prática do amor cristão.

Por isso, quando olhamos para nós mesmos, devemos perguntar: até que ponto temos sido usados por Deus para partilhar de seu amor para com os outros?

A Bíblia traz uma série de ensinamentos nesse sentido. Eis alguns deles:

1. A prática do amor cristão leva-nos à ajuda mútua.

O apóstolo Paulo, ao escrever à Igreja de Tessalonicenses, agradece a Deus por ver o amor cristão ser altamente vivenciado por aqueles irmãos. Ele diz: "Sempre devemos, irmãos, dar graças a Deus por vós, como é justo, porque a vossa fé cresce muitíssimo e o amor de cada um de vós transborda de uns para com os outros" (2 Ts 1.3). Esse transbordar indica que aqueles crentes estavam praticando, de forma muito intensa, o amor cristão que existia entre eles. Certamente, enfrentavam problemas no dia-a-dia, mas isso não invalidava o desejo de compartilhar amor uns para com os outros.

Hoje em dia, precisamos muitíssimo praticar o amor cristão, a fim de que cada crente possa ajudar o seu irmão. Essa ajuda mútua só trará bons resultados, se fundamentada no amor do próprio Cristo. Ela possibilitará até mesmo que o relacionamento entre irmãos na fé seja enriquecido. Nesse sentido, Paulo ensina que devemos suportar uns aos outros em amor. (ver Ef 4.2) E suportar significa colocar-se à disposição do próximo, para ajudá-lo nas suas necessidades. É como diz o autor de Provérbios: "um irmão ajudado pelo irmão é como uma cidade fortificada; é forte como os ferrolhos dum castelo" (Pv 18.19).

2) A prática do amor cristão fortalece a comunhão da Igreja.

Se cada servo que pertence à Igreja do Senhor colocar em seu coração o desejo e praticar o amor cristão para com o seu próximo (dentro e fora da Igreja), essa comunidade dos santos será identificada como local apropriado para o exercício da comunhão. A Igreja será melhor, será mais unida, será mais amável, será mais família, será o verdadeiro Corpo de Cristo.

Mesmo que sejamos diferentes uns dos outros, no que tange às nossas personalidades, mesmo que tenhamos diferentes dons, ainda assim poderemos viver em comunhão. Isso vai depender diretamente de colocarmos em prática o amor cristão.

A comunhão sem amor é puro ajuntamento. Isso não agrada o coração de Deus. Ele diz: "Aborreço, desprezo as vossas festas, e não me deleito nas vossas assembléias solenes" (Amós 5.21).

Mais do que nunca, as igrejas da atualidade necessitam, urgentemente, de uma transformação total em sua estrutura. O que, realmente, é mais importante é a prática do amor. Esse é nosso maior bem.

Por isso, o ensino de Paulo à Igreja de Corinto deve se tornar elemento indispensável na vida de qualquer Igreja nestes tempos de Pos-modernidade, isto é: "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor" (1 Co 13.13).

Para tanto, que o Deus de amor nos abençoe.

Seu pastor e amigo,

J. Laurindo

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