Os primeiros capítulos do livro de Levítico trazem registros importantíssimos para os crentes de
hoje, no que se refere à contribuição para a obra de Deus. São registros que falam das ofertas
voluntárias que eram colocadas no altar como cheiro suave, ou seja, como aroma agradável ao
Senhor e não para aplacar uma deidade irada, como acontecia em outras religiões.
Essa maneira de contribuir para a obra de Deus é bem diferente do que se vê por aí hoje em dia.
Recentemente, um “fiel” processou uma determinada igreja, por ter “exigido” dele uma oferta,
alegando que, com isso, ficou pobre. Bem, na verdadeira obra de Deus não é assim. O que
entregamos é oferta voluntária, que é, perante os olhos do Senhor, “cheiro suave”.
O dízimo, declara Levítico, “é santo ao Senhor”. Portanto pertence a Ele e a Ele devolvemos.
Fazemos isso com alegria em nosso coração.
Entregar dízimo com tristeza ou amargura não faz bem
à saúde espiritual do crente. Isso porque esse dízimo não é colocado como cheiro suave ao Senhor.
Quando ofertamos para a obra de Deus, fazemos isso porque amamos o Senhor. Não é porque o líder
religioso mandou entregar. Não é porque seremos melhores que os outros fiéis. Não é porque
podemos mais que os outros.
Pelo contrário, Jesus deu uma aula para aqueles que queriam fazer
comparação entre ofertas, mostrando que a melhor oferta foi a da viúva pobre. Diz-nos o Senhor:
“Ela deu tudo o que tinha”. Que exemplo! Quantos de nós não entregamos o que pertence ao
Senhor.
Seja um centavo, um real, dez reais, um milhão de reais, um bilhão ou trilhão de reais. O governo
americano acabou de injetar no mercado trilhões de dólares e, ainda assim, a crise financeira não
foi resolvida.
Essa crise mundial mostra que quando não entregamos para Deus, entregamos para o
inimigo ou colocamos nosso dinheiro num saco furado (Ag 1.6). A economia mundial foi de água
abaixo.
Quem tem a melhor solução para essa crise? A ONU? Os banqueiros? Os cientistas?
Quando não oferecemos oferta que chegue como cheiro suave ao Senhor, esse dinheiro não serve
para nada.
Olhemos para os desafios da Igreja e acatemos a orientação da Palavra, a fim de que ofereçamos
ofertas que agradem o coração de Deus. Assim venceremos as crises econômicas, sociais, morais e,
acima de tudo, as espirituais, porque: “Aquele que está em vós é maior do que aquele que está no
mundo” (I Jo 4.4).
Uma oferta especial, que é dedicada como cheiro suave ao Senhor, serve para o sustento dos
obreiros, para a manutenção da casa de Deus, para a aquisição de novas propriedades, para a ajuda
aos pobres e necessitados, enfim, para a expansão do Evangelho em todo o mundo. Portanto não
deixe de entregar ofertas que sejam suaves ao Senhor. Ao assim fazermos, Ele abre as janelas do
céu e derrama bênçãos inigualáveis sobre a nossa vida (Mal 3.10).
Uma oferta especial, que chega como cheiro suave ao Senhor, é uma oferta de valor. Nossa atitude,
ao prepará-la para ser colocada no altar, deve ser semelhante à de Davi: “não oferecerei ao Senhor
meu Deus holocaustos que não me custem nada” (2 Sm 24.24).
Que, por amor a Jesus, “ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios
que confessam o seu nome” (Hb 13.15).
Que assim nos abençoe o Senhor!
Seu pastor e amigo,
J. Laurindo