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EDITORIAIS

UMA OFERTA ESPECIAL PARA O SENHOR
08-Março-2009

Os primeiros capítulos do livro de Levítico trazem registros importantíssimos para os crentes de hoje, no que se refere à contribuição para a obra de Deus. São registros que falam das ofertas voluntárias que eram colocadas no altar como cheiro suave, ou seja, como aroma agradável ao Senhor e não para aplacar uma deidade irada, como acontecia em outras religiões.

Essa maneira de contribuir para a obra de Deus é bem diferente do que se vê por aí hoje em dia.

Recentemente, um “fiel” processou uma determinada igreja, por ter “exigido” dele uma oferta, alegando que, com isso, ficou pobre. Bem, na verdadeira obra de Deus não é assim. O que entregamos é oferta voluntária, que é, perante os olhos do Senhor, “cheiro suave”.

O dízimo, declara Levítico, “é santo ao Senhor”. Portanto pertence a Ele e a Ele devolvemos. Fazemos isso com alegria em nosso coração.

Entregar dízimo com tristeza ou amargura não faz bem à saúde espiritual do crente. Isso porque esse dízimo não é colocado como cheiro suave ao Senhor.

Quando ofertamos para a obra de Deus, fazemos isso porque amamos o Senhor. Não é porque o líder religioso mandou entregar. Não é porque seremos melhores que os outros fiéis. Não é porque podemos mais que os outros.

Pelo contrário, Jesus deu uma aula para aqueles que queriam fazer comparação entre ofertas, mostrando que a melhor oferta foi a da viúva pobre. Diz-nos o Senhor: “Ela deu tudo o que tinha”. Que exemplo! Quantos de nós não entregamos o que pertence ao Senhor.

Seja um centavo, um real, dez reais, um milhão de reais, um bilhão ou trilhão de reais. O governo americano acabou de injetar no mercado trilhões de dólares e, ainda assim, a crise financeira não foi resolvida.

Essa crise mundial mostra que quando não entregamos para Deus, entregamos para o inimigo ou colocamos nosso dinheiro num saco furado (Ag 1.6). A economia mundial foi de água abaixo.

Quem tem a melhor solução para essa crise? A ONU? Os banqueiros? Os cientistas? Quando não oferecemos oferta que chegue como cheiro suave ao Senhor, esse dinheiro não serve para nada.

Olhemos para os desafios da Igreja e acatemos a orientação da Palavra, a fim de que ofereçamos ofertas que agradem o coração de Deus. Assim venceremos as crises econômicas, sociais, morais e, acima de tudo, as espirituais, porque: “Aquele que está em vós é maior do que aquele que está no mundo” (I Jo 4.4).

Uma oferta especial, que é dedicada como cheiro suave ao Senhor, serve para o sustento dos obreiros, para a manutenção da casa de Deus, para a aquisição de novas propriedades, para a ajuda aos pobres e necessitados, enfim, para a expansão do Evangelho em todo o mundo. Portanto não deixe de entregar ofertas que sejam suaves ao Senhor. Ao assim fazermos, Ele abre as janelas do céu e derrama bênçãos inigualáveis sobre a nossa vida (Mal 3.10).

Uma oferta especial, que chega como cheiro suave ao Senhor, é uma oferta de valor. Nossa atitude, ao prepará-la para ser colocada no altar, deve ser semelhante à de Davi: “não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada” (2 Sm 24.24).

Que, por amor a Jesus, “ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome” (Hb 13.15).

Que assim nos abençoe o Senhor!

Seu pastor e amigo,

J. Laurindo

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