Quando os filhos perguntarem

Quando os filhos perguntarem

O que falaremos a nossos filhos quando eles nos perguntarem o que significa o que Deus tem feito em nossos lares? Diremos a eles que Deus tem nos ajudado a prosseguir em direção aos alvos que Ele estabeleceu para as nossas vidas e, para isso, numa imitação do gesto de Josué, lançaremos mão das “pedras”, símbolos de que dispusermos para ilustrar e confirmar nosso testemunho a esse respeito.

“E, em Gilgal, Josué levantou as doze pedras, que haviam tirado do Jordão, e falou aos israelitas: No futuro, quando vossos filhos perguntarem a seus pais: Que significam estas pedras, contareis a vossos filhos, dizendo: Israel atravessou este Jordão a pé enxuto. “Porque o SENHOR, vosso Deus, fez secar as águas do Jordão diante de vós, até que atravessásseis, assim como fez ao mar Vermelho, ao qual fez secar perante nós, até que o atravessássemos; para que todos os povos da terra saibam que a mão do SENHOR é forte; a fim de que também temais o SENHOR, vosso Deus, para sempre.” Josué 4. 20-24.

Nossos filhos são importantes e certamente contarão com uma resposta honesta de nossa parte. Eles desejarão saber o significado das “pedras” que conservamos no sagrado aconchego do nosso lar, as quais, sempre que necessário, exibimos diante deles. Não será o caso de lhes contarmos a respeito de “pedras” cujo significado não esteja associado à intervenções divinas específicas, marcantes, na caminhada da família, ajudando-a no enfrentamento das dificuldades, dos obstáculos, das provações encontradas ao longo da estrada da vida.

Nossos filhos esperarão que lhes apresentemos as “pedras” que tenhamos guardado conosco, marcos sinalizadores do nosso relacionamento pessoal e familiar com o Deus Todo Poderoso. E mais, que contemos a eles o significado dessas “pedras”, a história de vida que que elas ensinam . Elas, certamente, estarão relacionadas com a manifestação do amor, da providência, dos cuidados, do poder e do perdão de Deus e, acima de tudo, do nosso relacionamento com Cristo Jesus, a “principal pedra de esquina” (Efésios 2.20).

Precisamos criar um “Gilgal” de vez em quando, com a participação dos filhos. Precisamos aproveitar tais oportunidades para ajudá-los a conhecer a história de nossa família e a identificar nessa história as situações em que o Senhor precisou interferir-se, de maneira especial, a fim de que pudéssemos avançar em nossa peregrinação neste mundo. Mais que isso, precisamos ajudá-los a valorizar as manifestações da glória de Deus em favor da família.

Assim, estaremos ajudando-os a se fortalecerem em sua fé cristã de modo que se sintam melhor preparados para o enfrentamento das circunstâncias adversas a que todos estamos sujeitos durante nossas vidas. Essa é a nossa missão como pais. Nesse sentido, vale ouvir o que Billy Graham recomenda: “Se as pessoas tropeçam, as ajudamos a ficar de pé, se saem do caminho, as trazemos de volta. Nesta viagem somos todos irmãos e irmãs de uma mesma família, a de Deus” (Reflexões de Billy Graham, p.139).

Hoje, amanhã ou nos dias vindouros, quando nossos filhos nos perguntarem o que significam as “pedras” que colocamos no altar de Deus dentro do nosso lar, poderemos dizer-lhes que elas significam o quanto Ele tem feito por nós, secando as águas dos rios à nossa frente, ajudando-nos a atravessá-los, para que possamos continuar a temer e servir ao Senhor, cuja mão é forte, e a divulgarmos sua grandeza junto aqueles que não o conhecem! Ele sustenta a nossa família e nos permite usar relatos de suas intervenções como recursos didáticos que ajudam nossos filhos a se manterem confiantes no Deus que se faz presente e que nos ajuda a vencer as intempéries da vida!

Seu pastor e amigo,

J. Laurindo