Contribuindo com fidelidade

Contribuindo com fidelidade

Dando prosseguindo às mensagens sobre esse importante tema, vamos refletir um pouco nos ensinamentos bíblicos interpretados por servos fiéis que investiram sua vida contribuindo para a sustento da obra de Deus no mundo. Louvamos ao Senhor porque temos muitos crentes, ainda hoje, que contribuem com fidelidade. Eles o fazem por amor e não por uma obrigação; o fazem porque amam o Senhor; o fazem porque não querem colocar o dinheiro que recebem num saco furado (Ageu 1.6).

John Stott, referindo-se à “contribuição cristã”, afirma que ela “assemelha-se a uma colheita” (STOTT, John & WRIGHT, Chris. A graça de contribuir: o dinheiro e o evangelho. São Paulo: Vida, 2018, p. 38). Ele faz isso com base no texto acima, mostrando alguns aspectos que nos levam a pensar na nossa fidelidade ao contribuir.

Vejamos dois deles:

1) Quando contribuímos com fidelidade, “colhemos o que semeamos”. “Aquele que semeia pouco colherá pouco, e aquele que semeia com fartura com fartura colherá” (2 Coríntios 9.6). Ao interpretar esse texto, devemos olhar para a orientação do apóstolo Paulo, deixada para a Igreja de Corinto, que também serve para nós: “Cada um de nós deve contribuir ‘conforme determinou em seu coração’, nem com pesar nem por obrigação, mas de boa vontade, porque “Deus ama quem dá com alegria” (2 Coríntios 9.7).

O que significa a expressão “conforme determinou em seu coração”? Trata-se de “uma convicção firme sobre quanto dar; de uma decisão tomada depois de muita ponderação, e sempre com alegria e contentamento”. Também “significa não apenas o que determinou plantar, mas o que espera colher”, explica o pastor João Falcão Sobrinho (Op. cit, p. 9). Além disso, tal expressão nos faz lembrar a maneira como Paulo tinha exortado os irmãos da Igreja de Corinto anteriormente.

Em sua primeira carta à essa igreja, ele mostra que a nossa contribuição deve ser “sistemática” (ver 1 Coríntios 16.1-3). Isso nos leva a pensar que devemos contribuir com dízimos e ofertas a cada semana ou mensalmente. Paulo nos desafia que no primeiro dia da semana, cada um de nós deve separar uma quantia para ofertar de acordo com a nossa renda. Hoje em dia, além de entregar os dízimos e ofertas na Casa do Senhor, podemos realizar transferências bancárias online para a manutenção e sustento da Igreja no que se refere à obra missionária, ministerial, educacional, social e outras. E, isso pode ser feito no primeiro dia da semana sem qualquer dificuldade.

2) Quando contribuímos com fidelidade, o fazemos no espírito e não na carne. Esse é outro importante aspecto da semeadura: quando alguém contribui com fidelidade e age no espírito e não na carne. Nesse sentido, o apóstolo Paulo dá um aviso: “Quem semeia na carne, da carne colherá corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna” (Gálatas 6.8).

O pastor João Falcão Sobrinho, ao tratar desse tema, recomenda: “Não encare os seus dízimos como uma plantação na carne, mas como uma semeadura no espírito, para colher, não fartura material, mas bênçãos espirituais” (Princípios bíblicos do dízimo cristão: um enfoque para uma prática antiga. Curitiba: AD Santos Editora, 2010, p. 9). Até que ponto temos participado da entrega dos dízimos e ofertas com fidelidade? O que temos plantado é só para esta vida ou é para a eternidade? 3) Quando contribuímos com fidelidade, “aquilo que colhemos… Serve para comer e para semear de novo”.

Nesse sentido, o referido comentarista diz: “O Deus da colheita não se preocupa apenas em aliviar nossa fome atual, mas também em fazer provisão para o futuro” (p. 39). Ele “supre o pão ao que come (consumo imediato) e ‘a semente ao que semeia’ (plantar quando a próxima estação chegar). Sua promessa é real. Ele “suprirá e multiplicará a semente e fará crescer os frutos da sua justiça” (2 Coríntios 9.10). Por isso, não precisar temer.

Podemos contribuir com fidelidade, sabendo que tanto no presente, quanto no futuro, seremos alvos da bondade e misericórdia do Senhor nos sustentando em todas as épocas de nossa vida. Que aceitemos o desafio e o privilégio de contribuir com fidelidade, reconhecendo que o fazemos com alegria no coração e confiando na bendita promessa do Senhor que supre todas as nossas necessidades, tanto no presente, quanto no futuro!

Para tanto, Deus nos abençoe.

Seu pastor e amigo,

J. Laurindo.