Até que a morte separe

Até que a morte separe

Geralmente pergunta-se aos noivos no dia do casamento: “É isso de sua livre e espontânea vontade casar com… e preservar esse matrimônio até que a morte lhes separe?” É nesse momento que eles respondem “sim”. E, se são sinceros um para com o outro, o fazem na certeza de que somente a morte, e nada mais, colocará um ponto final no relacionamento do casal. Deus ouve o voto que a noiva e o noivo fazem e deseja que eles sejam muito abençoados na nova vida de casados. Além de Deus ouvir, as testemunhas também ouvem e desejam aos noivos muitas felicidades, certos de que o casamento há de ser preservado até que um dos nubentes venha a
falecer.
O casamento foi instituído por Deus como uma dádiva para que o homem e a mulher pudessem se relacionar entre si em todos os sentidos, seja no emocional, no material e no espiritual. Esse relacionamento não foi projetado por Deus para existir só por um, dois, ou mais anos, mas para a
vida toda. Em Eclesiastes, está escrito: “Eu sei que tudo o que Deus faz durará eternamente; nada se pode acrescentar a isso e nada se pode tirar disso. Deus faz isso para que os homens o temam” (capítulo 3, verso 14).
Como mulher e marido podem manter o seu casamento até que a morte lhes separe? Qual o segredo? Cremos que o segredo está na Bíblia Sagrada. Nela encontramos os atributos de Deus que dão base para a sustentação do casamento, e o maior atributo é o amor que vem dEle mesmo.
Um casamento só pode perdurar até que a morte separe o marido da mulher, se foi feito em amor. A Bíblia está repleta de testemunhos de casais que se uniram em amor. Por exemplo, Isaque e Rebeca. Diz o livro de Gênesis: “Isaque levou Rebeca para a tenda de Sara, sua mãe. Tomou-a, e
ela se tornou sua mulher; e ele a amou…” (capítulo 24, verso 67, grifo nosso).
Esse testemunho de amor no casamento não ficou só no Antigo Testamento. No tempo da Igreja Primitiva, o apóstolo Paulo também fala do amor que deve existir entre marido e mulher.
Escrevendo à igreja de Éfeso, diz: “Maridos, cada um de vós ame a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (capítulo 5, verso 25). Não se trata aqui do amor eros, do amor philia, mas do amor ágape. Esse é o amor que serve de base para que um casamento
possa ser mantido por toda a vida. Se marido e mulher se relacionarem fundamentados no amor ágape, mesmo enfrentando os desafios do dia a dia, terão condições de preservar o seu casamento até que a morte lhes separe.
Como famílias do Senhor, devemos orar a fim de que nossos jovens sejam abençoados, para que, ao se casarem, o façam na convicção de que o casamento não é algo descartável, efêmero ou passageiro, mas para durar até que a morte ponha um fim no relacionamento entre o casal.

Seu pastor e amigo,
J. Laurindo.