SIM à vida, NÃO ao suicídio

SIM à vida, NÃO ao suicídio

O texto deixado por Jesus em João 10.10b fala para todos nós de vida e não de morte. É interessante notar quanto valor o Senhor dá à vida. Ele diz: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. Que proposta maravilhosa! Que ensino precioso! Jesus deseja que todos nós valorizemos a vida. Principalmente a vida que ele nos dá, a vida em abundância.

Ao analisar o referido verso, o comentarista Carson, diz: “a vida que os verdadeiros discípulos de Jesus desfrutam não deve ser entendida como mais tempo para preencher (…), mas vida de qualidade dificilmente imaginada, vida para ser vivida” (O comentário de João. São Paulo: Shedd, 2011, p. 386).

Considerando a ênfase que tem sido dada à prevenção ao suicídio, neste mês de setembro, temos que lembrar que a vida dada por Jesus é mais importante do que qualquer outro bem que venhamos a possuir. Por isso, deve ser valorizada. Ela está disponível àqueles que sofrem com pensamentos suicidas. No caso dos cristãos eles podem buscar socorro no Senhor que dá a vida para ajudar a si mesmos e aos outros. Neste sentido, Billy Graham sugere algumas tarefas que precisam ser executadas se queremos ajudar uma pessoa que sofre com tendências suicidas. São elas:

1) Determinar, “o mais rápido possível, se a pessoa realmente tem tendências suicidas. Ele tomou pílulas ou veneno? Há alguma arma carregada que ela ameace usar? (…)”.

2) Lembrar “que Deus sempre ama e se importa: “Porque ele disse: “Não te deixarei, nem te desampararei” (Hebreus 13.5)”.

3) Lembrar “que nós somos filhos de Deus (cite João 1.12)”.

4) Enfatizar “a verdade de que Deus ainda perdoa (…). A confissão resulta em perdão e restauração da comunhão”.

5) Encorajar “a pessoa a considerar apenas o Senhor e não os problemas e circunstâncias atuais (Mateus 14.27-32; Provérbios 3.5,6)”.

6) Sugerir “que é importante conhecer a Palavra de Deus: ouvi-la, lê-la, estudá-la, meditar nela e memorizá-la”.

7) Lembrar que “a oração é um recurso importante e uma parte essencial da vida de um cristão (1Tessalonicenses 5.17; Filipenses 4.6,7)”.

8) Recomendar “que a pessoa se envolva com uma igreja que ensine a Bíblia como um passo importante na recuperação da estabilidade emocional. Esta identificação permite a comunhão com pessoas carinhosas que adoram e trabalham juntas”.

9) Orar “com a pessoa para que Deus venha a ela, com novo significado, com uma nova dimensão de esperança e confiança” (Billy Graham responde: um guia com respostas bíblicas para preocupações de nossos dias. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp. 310-311).

Essas tarefas nos fazem lembrar que vale a pena viver, e viver a vida abundante que Cristo Jesus nos dá. Então, digamos sim à vida e não ao suicídio. Para tanto, que o Senhor nos abençoe.

Seu pastor e amigo,
J. Laurindo.